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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017

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Podem ser letras. Talvez palavras. Se houver ideias, que tal celebrá-las em textos? E vamos vivendo enchendo páginas, tecendo um livro fantasioso com o objetivo de ser lido e quiçá, apreciado. A pobre vaidade humana deixa assim passar os dias, julgando que é útil para si esta forma de se realizar. Quanto mais me analiso e procuro a tal vida útil, mais me distancio destas atitudes. Mais me sinto vazia. Porque eu sei que não são estes os caminhos que me levam para Casa. A Casa de onde vim para ser algo que não sei se fui e fazer algo que não sei se fiz. Cegueira completa para estes olhos. Talvez luz quando ali chegar. Faz-me bem dar alguma poesia às letras, às palavras e às ideias e assim concluir mais um texto onde desabafo a dor de não saber o que sou.


publicado por velhoparafuso às 17:33

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Quarta-feira, 12 de Julho de 2017

Ignorante

Verifico que há milhares de pessoas a escrever na net e muitos fazem-no para ganhar dinheiro e notoriedade. Como não sei como se faz, deixo aqui a vontade de aprender. Não pelos motivos que indiquei mas pela curiosidade que o assunto desperta. Atacam na política, na vida pessoal, na culinária, nas relações familiares, etc etc.E porque se ganha dinheiro com isto e porque se é notável por isto? Sei que também se faz publicidade a coisas de uso pessoal e admito que seja uma forma de chegar ao deus-dinheiro. Embora todos saibamos que há mais mentiras do que verdades neste mundo subterrâneo, deverá haver regras para atingir estes fins. É tudo muito confuso para mim. Eu escrevo por prazer e nunca para influenciar seja quem for. E os poucos assuntos que eu abordo, além dos meus, são tirados do dia a dia, de forma leve, dada a minha ignorância sobre eles. Há também as chamadas visualizações, que se contam às centenas. Fico pensando como se pode viver agarrado à web a ler montes de palermices que não devem ser imitadas, nem deviam se ensinadas.


publicado por velhoparafuso às 11:10

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Sábado, 8 de Julho de 2017

Falar de quê?

Quando acordo a manhã vai alta. A noção do corpo vem aos poucos ,porque procuro sentir como estou e onde estou.Algumas vezes há uma presença difusa que se desvanece quando tenho consciência de mim. Uma vez disse "mãe" e pasmei por isso. Envio meu pensamento para cada orgão sentindo a sua função e a pouco e pouco sei se estou bem de saúde. Eu dormi mas o corpo não. Nada falha na sua missão de me manter viva na matéria, numa programação sublime e eterna. Desperta, tento vencer a inércia que a idade traz. Depois "vejo" o dia, se é todo meu ou não. Nessas análises incluo alegrias e tristezas que já fazem parte do meu viver. As refeições são a horas certas e o vazio também. Olham por mim todos os mortos que transporto, família, amigos, amores. E por vezes trago tudo às palavras, publicamente, desporadamente.


publicado por velhoparafuso às 17:46

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Domingo, 25 de Junho de 2017

As sombras

As asas que batem ao meu lado

as vozes sem som dentro do espanto

os ventos do destino como vagas

as vagas do destino como vento

a dor de sofrer o sofrimento

o riso que vem de vez e tanto

se faz sonho como sonhado

 

Ai as sombras em redor

tudo que sinto em mim

sem saber se vim

para a vida entender

melhor

ou apenas viver.


publicado por velhoparafuso às 19:00

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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

O poder da vontade

Sei que é ridículo escrever aqui sobre as minhas pequenas/grandes atitudes do dia a dia, embora sejam elas que propocionam horas mais ou menos felizes. Dentro das pequenas atitudes, vivi uma que me encheu de orgulho, pois já pensava ter a minha independência deminuida. Levaram-me de carro até o lugar escolhido e aí procurei e trouxe o que precisava. Andei um bocado até encontrar uma esplanada onde bebi um café. Depois fui a mais duas lojas, muito perto,  onde fiz compras. Aguardei a hora de voltar de carro e senti-me mesmo feliz. Na próxima saída aproveito para almoçar sózinha e voltarei de táxi. Cansei-me sim, mas foi bom saber que posso andar só, sem pensar no equilibrio, nas pedras da rua, etc,etc. Os limites são cada dia mais estreitos, há que aproveitar o muito que ainda tenho.


publicado por velhoparafuso às 11:08

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Sábado, 17 de Junho de 2017

Apenas imaginar

Quem sabe serei nuvem? Ou perfume de rosa? Ou o que seja a diluir-se no futuro que o universo tem para mim. Hoje, o que sou? Ar, água, terra e destino ainda a decorrer, numa mente ativa, em esforço perante as inventivas do tempo. Há preces em meu redor, preces sem palavras, preces sem sons.. Poemas que eu vou criando a viverem dentro do meu mundo, junto com todas as pessoas que lá vivem, umas presentes aqui, outras que partiram a seu tempo para serem nuvens dentro do meu peito. Nuvens que são gente, com nomes e saudades e dor.


publicado por velhoparafuso às 16:47

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Sábado, 10 de Junho de 2017

As festas

 O trabalho a que todos se entregam para alegrar pessoas velhas e doentes, é simplesmente notável. Com alegria anuncia-se o acontecimento e com a mesma alegria se enfeitam espaços, se mudam mobilias, se fazem bebidas, se escolhe a música. Uma ou duas horas para juntar as pessoas, na tentativa de lhes dar mais vida no esquecimento de cada dor ou  tristeza. Por tudo bem hajam. Embora eu seja uma ausente por feitio, estou presente na festa, seja lá o que ela for. E analiso tudo com o meu olhar experiente do que se aprende numa vida longa. Por isso aprecio o esforço e a dedicação de todos para nos fazerem felizes. Mais uma vez, obrigado.


publicado por velhoparafuso às 18:01

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Quinta-feira, 8 de Junho de 2017

As casas

  Ao terminar a leitura de um livro de José Agualusa, liguei-me. por sugestão talvez, a acontecimentos passados e a outros atuais, que pareceram cenas escritas por mim num livro feito do tempo em que os vivi.  As chaves da primeira casa, foram-me entregues por uma velha Senhora, proprietária e digna da letra maíuscula na palavra em que a defino .Cinquenta anos depois devolvi, pelo correio as mesmas chaves a gente desconhecida, por não haver já quem habitasse a casa. A dor foi enorme mas abri aquela porta e também a fechei. A outra casa foi um sonho de liberdade, onde realizei tudo que me foi possivel. E também fui eu que abri e fechei a porta, quarenta anos depois. Quanto de nós fica naqueles espaços ... Apenas paredes, janelas como olhos vazios a olhar as ruas. Hábitos, vozes, amores, ilusões. Tudo conjugado em dramas pessoais com horas de verdadeira felicidade Para contar e descrever cada casa terei de escrever um livro, um dia.


publicado por velhoparafuso às 17:36

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

Alcobaça

 Naquele tempo, viviamos num tempo dentro de um tempo vagaroso, limitado e certo, cheio de dias e de noites com silêncios, os meses bem divididos em estações, as roupas a condizer, tudo repetido, enfim. Voltei ao ano de 1950. O vestido era azul com bolas brancas, a bainha era de renda tricotada. De férias em Alcobaça, fomos os quatro passear até ao rio. A paisagem era linda e serena. Lembro os cisnes no lago e as doces presenças daqueles que ainda olhavam por nós. As fotos provam ainda como tudo foi natural. Não é possivel comparar nem quero. Os meus vinte anos gravaram a sua visão do tal tempo dentro de um tempo vivido ao ritmo dos nossos pensamentos e ambições. Hoje, perto dos noventa, apenas sei que o vestido existiu.


publicado por velhoparafuso às 18:35

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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

A circunstância

No silêncio do meu bem estar, premaneço. Vozes dentro e fora de quando em quando. A noção de tarefas por cumprir, comparada com o tempo em que as mesmas eram completas em poucas horas. A ausência de forças para sair do casúlo onde me completo. Uma breve sonolência me tira o esforço. Penso em escrever sobre a velhice, mas desisto para não entrar na "floresta" e perder-me. Os novos beijam e abraçam o aspeto. O médico jovem e afável, é o primeiro a juntar doença com o tempo vivido, tornando a consulta numa trágica comédia para enganar o "cigano", cuja vida, somando três vezes a dele, apenas ri para fazer coro. E cada dia é outra novidade. Assim, temos de caminhar juntos, uns mais lúcidos do que outros, olhando-nos ao espelho de cada um e de todos. E rindo, como se nada fosse. Como se ela, a da foice, não estivesse ali, ombro a ombro, rindo connosco. 


publicado por velhoparafuso às 11:23

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