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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

A janela iluminada

Não tenho explicação para os sonhos que iluminam os meus sonos. Converso em idiomas estranhos, o mar é muito presente em cores maravilhosas, muitas sensações de liberdade e também de procura. Mas como não sei o que procuro, sofro a angústia de nada saber de mim. As cores dos sonhos são intensas bem como os ruídos. Vou esquecendo uns mais rápidos num sonho leve, mas guardo as cores do mar e algumas situações que vivi num mundo dificil de entender. Parece que estou fora deste tempo e talvez esteja, só não sei onde. Mas fico divertida quando acordo e relembro a minha doidice. Esta leva-me a desejar que a "janela iluminada" se abra para mim num futuro distante, embora eu saiba que o tempo só existe agora, aqui.


publicado por velhoparafuso às 19:02

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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018

O canto da lágrima

Oh.minha Mãe, doi-me a alma.

Oh.minha Mãe, tudo doi.

Mesmo nesta vida calma

eu choro aquela que foi.

 

Oh. minha Mãe, que saudade.

Oh.minha Mãe, o que sou?

Do que fiz, a utilidade,

do que fui, o que ficou?

 

Oh. Mãe, se a Casa volto,

esquecida onde vivi.

E se para ela torno,

Guarda-me dentro de ti.


publicado por velhoparafuso às 11:31

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Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2017

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Em cada idioma há palavras mágicas pelo seu significado ou pelo som que produzem. Para mim há muitas no português que falo. E usu-as muito, mesmo sem dar conta. Pelo seu aconchego às derivações gregas ou latinas ou pelas letras que as compõem, essas palavras teem poesia e sons cativantes. Ler um soneto de Camões ou de Antero ou de Pessoa é trazer à alma uma paz e uma satisfação enorme. A poesia, em toda a sua beleza, palavras e ideias incluidas, é para mim o conforto na solidão e o comprido para dormir.


publicado por velhoparafuso às 19:02

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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

Ver o Natal

Observo com curiosidade as manifestações daqueles que estão perto e através da TV, os desconhecidos  em movimento, em relação ao Natal. Para muitas pessoas esta festa é apenas dar e receber presentes, para algumas é ir ver o Pai ou a Mãe, outras vestir de vermelho e usar barbas brancas e para outras, a minoria, festejar o nascimento de Jesus, verdadeiro motivo para festejar o Natal. Vejo como está deturpado o sentido da festa, absorvido pela publicidade em todas as áreas, pelo pai natal que veio dos US e não da Lapónia, inventado que foi pela ganância de fazer dinheiro com todos os engôdos possiveis. É a loucura total. O Natal é, apenas, unir os homens e as mulheres, primeiro consigo mesmo, depois com a família humana, servindo com Amor o sentido da Vida. Para isto Ele nasceu. Não para gastar o pouco ou o muito que se tenha em gozar os bons hoteis, em prendas algumas inuteis. Natal é mais do que tudo isto. É pensar e orar pelo bem comum.


publicado por velhoparafuso às 15:58

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Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Tempo para pensar

Gosto de analisar o que vou sentido perante os acontecimentos, que diariamente são publicados pelos jornalistas, tanto de jornais como nas diferentes televisões. Baseada numa das grandes afirmações filosóficas " em que eu só sei o que sou quando sei o que não sou", procuro e muito encontro de mim, usando a inteligência emocional para encontrar respostas. As notícias são hoje dadas em avalanche, de modo que a sua absorção é um exercício emotivo. Claro que nem tudo é digno de crédito. Por isso deve haver no olhar alguma sabedoria que evite o engano e a confusão inerente. Mas é bom para a mente e até para a alma usar estas energias que habitam em nós e nos fazem viver. Lamento apenas que tão poucas pessoas saibam usar esta alegria do Ser.


publicado por velhoparafuso às 16:02

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Domingo, 3 de Dezembro de 2017

Falar do coração

É óbvio que um coração que vive 88 anos sem falhas nem descanso, tem de estar cansado e saturado de tanta responsabilidade. Sua energia é de todos, é universal. Tem horas em que me alerta, pois bate tão lentamente como um relógio sem pilha. Eu paro também ouvindo-o. Depois alguém substitui a pilha e a energia volta à máquina que trabalha, trabalha. Isto é tão belo que não para de espantar, por mais cirurgias que se façam ou transplantes também. O médico que me operou disse-me que sempre se liga ao Invisível quando, com um coração " na mão" o vê pulsar autonomo. Os três corpos que se unem para sermos nós - o corpo físico, a mente e o espírito - são a trindade que nos mantem vivos e saudáveis. Sabendo isto é mais fácil cuidar de todos, com sabedoria, vontade e conhecimento.


publicado por velhoparafuso às 18:02

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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

Vida vivida

Escrevi em criança poemas a flores, teatro para os avós, cartas ao meu Pai, ausente em trabalho. Recuperei tudo quando abri gavetas e procurei lembranças. Assim soube de mim, daquilo que já era. Contestatária, com novas formas de viver no horizonte. Olho o meu mundo e vejo quantas alterações apareceram na vida de muita gente, que as aceitou como necessárias numa sociedade fechada a tudo que era diferente. Desde proíbir livros para leitura e estudo, até impedir a abertura de uma conta bancária a uma  mulher casada. Quanta injustiça, quanta revolta. Mas a Vida fez-se abrindo portas, mudando conceitos. Só na velhice podemos saber se tudo valeu a pena.


publicado por velhoparafuso às 19:05

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Domingo, 26 de Novembro de 2017

A carta sem resposta

Quando se escreviam cartas e a hora da chegada do carteiro era tida como sagrada, havia uma grande proximidade entre as pessoas. Porque escreviam com saudade e a resposta era sempre de gratidão e ou de necessidade. Hoje parece uma forma idiota de viver pois usam as mensagens e o correio eletrónico para dizer o mesmo que eu disse e escrevi. Não conhecem o sentimento contido ao rasgar o envelope nem o prazer em sentir o papel, com textura e perfume. E traziam flores secas e beijos e palavras doces que falavam de amor e de saudade. Era mais humano. mais ardente. Imagino como seria ler uma mensagem do tamanho das muitas que escrevi, apaixonada e saudosa do meu amor. Acho que a ferramenta agora usada pegaria fogo.

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publicado por velhoparafuso às 15:35

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Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

Depois do almoço

O meu possivel está cada dia mais limitado. Verificar isto é já uma dádiva ou pelo menos um pensamento analítico. Ainda estou apta para viver sem receios. O corpo cede enquanto a vontade for maior. Mas a força é preguiçosa e deixa de ser força para ser fraquesa. Sentada na cama a tentar ser eu, ou melhor, o eu que foi, e compreender que vestir e calçar sao dificuldades enormes, é uma perda de tempo. Por vezes quero chamar quem ajude, mas tudo me impede. Há pessoas a precisar de real ajuda e devo respeitar isso.  Estas confissoes públicas já parecem os contos da caróchinha lidos ao contrário, "para velho ler". E como estou com sono parece melhor ficar por aqui.


publicado por velhoparafuso às 14:52

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Sábado, 11 de Novembro de 2017

O que eu quero de mim?

Posso ser presunçosa, posso iludir-me e até posso ser uma idiota ao julgar que cheguei ao lugar de sonho. E o que é este lugar? Apenas uma consciência mais alargada, de forma a entender melhor o caminho e os seus entraves. Refiro-me ao caminho evolutivo que nós devemos percorrer em cada vida, com a plena certeza de que atingiremos a sua Origem, depois de milhares de experiências e muitos sofrimentos. Quanto a isto, já estou vivendo com alguma sabedoria, se se sofre ou nâo, como e porquê. Assim estou calma e convicta que posso dominar o medo, a ansiedade, etc, sentindo amor por tudo que me rodeia. Sei bem como este texto pode ser ridículo para aqueles que o lerem e que não sintam como eu o Poder do Universo. Há pensamentos que movimentam as nossas vidas e somos nós que os transformamos dentro de nós, fazendo da alegria uma meta da Alma.


publicado por velhoparafuso às 17:54

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