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Terça-feira, 5 de Maio de 2015

Serões do passado - 1

A memória, quando apta, dá-nos um filme colorido e sonoro a passar no ecrã gigante de um tempo vivido. Por isso, lembrar hoje a serenidade daqueles serões, aguardando a hora do chá e das bolachas que faziam parte do ritual antes do deitar, é um prazer para mim. Uma das tias e eram três, lia alto o que o Diário de Notícias publicava ou trechos tirados de livros, próprios para jovens e crianças, onde eu estava presente. Havia uma revista mensal, chamada "Serões" que todos aguardavam com ansiedade. Recordo bem o terrivel conto dos Manos Papões, que me arripiava e tirava o sono.Também recordo um outro que me fazia pensar em algo que eu ainda não entendia. É esse que quero recordar, com palavras minhas mas igualzinho ao que ouvi em criança. "Um homem velho esperava o anoitecer sentado à porta de casa, frente ao campo plano, de onde avistava o sol a desaparecer. E quando o tempo se tornava frio ou chuvoso, era dentro de casa, com a porta aberta, que aguardava o caír da noite. Até que uma tarde viu uma figura esguia a correr pela planice, vinda de lado algum e à pressa para lado nenhum. Espantado aguardou saber quem era e de onde poderia ter vindo. Mas apenas lhe ficou a lembrança, pois às suas perguntras não houve uma resposta. Passou tempo. E uma tarde, quase noite, a cena repetiu-se. O homem velho, que julgava que já sabia tudo por ser velho, gritou e acenou, mas não foi atendido. E o vulto ía e voltava, como uma lanterna que se acendia e se apagava. A visão era agora diária e a curiosidade cada vez maior. Assi, levantando o braço e a voz, gritou: quem és tu e para onde vais? A resposta veio rápida e nada ofegante para quem ía a tamanha velocidade: sou a morte e vou trabalhar. A voz que entrou pela cabeça e não pelos ouvidos, deixou-o gelado. Sem esperar pela noite recolheu-se e fechou a porta. Tentou dormir mas o sono ficara fora. Alimentando a insónia, perguntava a si mesmo qual seria o trabalho da morte e porque corria tanto, de um lado para outro. Aos poucos foi perdendo o mêdo, voltou a dormir descansado. Pois se ía trabalhar é porque havia trabalho para ela algures. As tardes monótonas repetiam-se a ver o pôr do sol e a vê-la sempre apressada. Mas houve uma vez em que não a viu. Olhou para todos os lados e nada. A noite chegou. Temeu ir para dentro, não fosse ela estar a descansar em sua casa.  


publicado por velhoparafuso às 17:11

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