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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

O rio da Vida - conto Sufi

Um pequeno ribeiro nasceu no alto de uma montanha. Pela encosta abaixo cresceu muito feliz. O sons que produzia saltando sobre as pedras atraíam o cantar dos pássaros, o sussurro do vento e o riso das crianças. Submersos, numerosos peixes nadavam e se reproduziam nas suas águas. Inundava os campos e matava a sede a inúmeras criaturas. A sua felicidade era tanta que o orgulho pela sua existência foi crescendo a ponto de se julgar único no mundo. Um dia de verão, quando encontrou grandes rochas dificeis de ultrapassar, ouviu um murmúrio vindo das pedras que dizia: procura o deserto, é o fim do teu caminho. Cheio de alegria e orgulhoso de si, saltou as últimas pedras e entrou numa planície. Cantando, levou as suas águas sem pensar naquele som misterioso que o ía impelindo para o desconhecido. Assim chegou frente ao deserto onde as suas águas se perderam na areia quente. O pavor, até aí desconhecido, tomou conta do ribeiro. Não podia recuar mas não queria acabar alí. Então ouviu de novo o som que lhe dizia para se entregar ao vento. Isso não posso, deixo de ser eu, o mais belo dos ribeiros. Escolhe o vento. Porque ele leva o teu vapor e como nuvem te deixa caír em chuva e de novo serás tu. Enquanto pensava, a areia, ávida de água, sugava-o sem parar. O murmúrio falou. Porque tens medo? Aqui desapareces e no vento viverás. Então o ribeiro chamou o vento. Este levou-o numa rajada até ele se sentir nuvem e recordar como tinha sido antes de ser ribeiro. Uma nuvem enorme envolveu-o e então as suas águas desceram, em chuva, sobre a terra. Umas gotas ficaram juntas. O ribeiro nasceu de novo. É por isto que se diz que a forma como o rio da Vida vai prosseguir a sua vigem está escrito nas Areias.


publicado por velhoparafuso às 18:06

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