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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Palavras não ditas

Em tempos conheci alguém que se dizia Ninguém, com letra grande, se a palavra fosse escrita, porque não conseguia comunicar no meio onde vivia. Todos os dias escrevia um pequeno diário, com uma letra irregular e a tinta azul. Quando saía, guardava-o numa gaveta fechada à chave, levando consigo a chave no bolso interior do casaco. Sempre amável com os vizinhos, apenas dando a salvação em voz baixa. No dia em que me foi apresentado, eu almoçava só numa esplanada lotada à beira mar. O empregado pediu-me para instalar aquele cliente na minha mesa, dizendo ser assiduo e muito respeitado. Acedi. Mal me olhou deu um suspiro e com o rosto alegre afirmou que me conhecia. Não sabia o meu nome. Mas teimou ter já falado comigo numa cidade onde eu nunca tinha ido. Reduzi-me ao silêncio e continuei a almoçar. Entretanto reparei na atenção que lhe era dispensada. Após beber o café pedi a conta. O empregado, um pouco intimidado, disse que a conta estava paga pelo meu companheiro de mesa. Perante o meu desagrado, ele começou a falar numa voz agradável, contando-me a sua vida desde que chegara a Portugal e que tinha um diário que gostaria que guardasse depois da sua partida. Aguentei quase uma hora e então levantei-me. Sem me apresentar, despedi-me e parti. O homem era mesmo tonto e esqueci esta aventura. No fim do verão voltei ao local para tomar um café e respirar o iodo das marés vivas. Para meu espanto, o empregado reconheceu-me e trouxe-me um saco com pequenos livros que lhe tinha sido deixado pelo Ninguém. Já os li e em breve dá-los-ei à estampa. Fui autorizada pelo seu autor. Até breve.


publicado por velhoparafuso às 21:20

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1 comentário:
De Teresa a 20 de Julho de 2014 às 21:48
Uma história invulgar, muito bem contada, de que espero, com alguma ansiedade, o respectivo desfecho. É sempre um prazer ler o que escreve.
Um abraço grande da Teresa


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